Houve um tempo em que falávamos, no qual havia uma certeza de que tudo mudaria. Houve um tempo em que éramos companheiros, em que dividiamos vitórias e derrotas. Mas houve o tempo da tristeza perpassar nossas vidas. A alegria estava tão distante, não parecia possível poder alcançá-la. E há este tempo em que você não está aqui e o vazio parece tão cheio.
Próximo do Natal é aquela correria habitual, todos com o décimo-terceiro em mãos e ávidos para gastar e ninguém se lembra do pobra menino jesus. Eu não comprei meus presentes ainda, a falta de tempo me impede. Na verdade não me impede mais, mas não estou preocupado.
Eu ainda penso nela e me pergunto por quê ela? O que tem de tão especial? Na verdade não tem, mas consegui projetar uma imagem tão fantástica dela que, não consigo esquecer. Minha mente é fértil demais para o meu gosto.
Pequenas frases com conclusões de pouca monta, isso é influência do Twitter. Porém, parece contaminar meu texto normal. Difícil esquecer que aqui tenho mais de 140 caractéres. A superficialidade é obrigatória para vivermos no século XXI. Pelo menos, tem sido assim nessa primeira década e como sou determinista (infelizmente) penso que assim será pelo restante do século.
Sempre me disseram que não é bonito rir da desgraça alheia. Mas, às vezes, é inevitável. As pessoas tendem a choramingar que sempre quebram a cara, de qualquer maneira, optam pela opção que parece mais duvidosa. Aí ocorre um final cruel. Lamento, mas tenho que rir. Típicas situações de apontar o dedo e falar: eu te disse!
Quero atacar tantos pontos em um mesmo local, mas me falta a devida propriedade e profundidade para fazê-lo. Então, ficam estes porcos parágrafos de parcas ideias e muitas duvidas para ajudar, ou não, a digerir o glorioso final de ano.
Sim, não sou um homeme livre, estou fatalmente atrelado a tudo que vi, vivi, senti, li, escrevi e compreendi ou não consegui compreender. Mas ao fim e ao cabo eu venço minhas batalhas. Mesmo as mais aflitas.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
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