Fiquei sabendo que hoje um guri se atirou da janela na esquina da minha casa eu não fiquei chocado nem nada, acho que nada mais me comove já estou inerte a violências talvez se fosse com alguém próximo me abalasse e que o talvez fique claro.
Não obstante isso não deixo de me perguntar porque ele se suicidou e aí não vai nenhum julgamento de moral, pois eu já pensei nisso ,mas confesso que nenhuma das justificativas da época seria suficiente para motivar tal decisão hoje vejo um suicídio como a máxima fuga e é contra as fugas que eu luto. Provavelmente não tenha sido nada romântico à la Werther que o levou a ceifar a própria vida, deve ter sido alguma dificuldade da vida mal resolvida já que hoje não há mais espaços para o romantismo, é muito fora de moda, de contexto, etc.
Hoje me fizeram escrever sobre gratidão e eu me pergunto a quem ele teria para agradecer pela sua morte, teria pelo menos isso? A transvaloração de todos os valores aconteceu mas não está sendo bem como se esperava, tudo o que se vê é frieza, é calculismo, é premeditado. Ele ousou afinal negou tudo, negou inclusive o céu porque lá não é lugar para suicida pelo menos é o que os religiosos dizem.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

1 comentários:
O suicida espera acabar com o sofrimento, não com a própria vida. Ele quer acabar com o que mata ele por dentro. Confuso isso né?
Bom, só pra dizer que gostei desse texto. =]
Postar um comentário