Não era uma foto 3x4, nem de corpo inteiro, era aquela tradicional fotografia tirada de todos os presidiários ao chegar na casa prisional. Meu número 304578215 só mais um na multidão. Nos primeiros dias quase não abri a boca também não havia muito espaço, ao passar de cada hora comemorava era uma a menos que passaria enjaulado. Seriam ao todo 10 anos 2 meses e 20 dias de reclusão.
O ambiente era obviamente hostil, então o segredo era fazer daquilo minha casa. Logo no primeiro mês chegaram mais cinco detentos para a minha cela fazendo com que eu subisse rápido na hierarquia do local tinha meu cantinho definido e aquele era meu lar e ai de quem dissesse ao contrário.
No meio de tantos eu era só mais um homicida mas eu tinha sido cruel na minha execução e não dei chances de defesa para a vítima, surpreendi-a e mandei chumbo grosso com direito a causar hemorragia que se prolongou por 30 minutos enquanto isso eu serrava os pedaços da minha perdição enfim realizei meu sonho de montar um quebra-cabeças humano.
Pensei muito sobre a motivação do crime no meu tempo de prisão e sabe do que mais não via muito sentido no que tinha feito afinal eu tinha afeição por ela mas não era o suficiente para mantê-lá viva. No fim das contas acho que foi mais por diversão, curtição mesmo, sempre fora inconsequente.
Os anos se passaram como os motins, lentos e conturbados, portanto não tive regalias por bom comportamento um oorgulho para um bad boy da zona sul. Ao final dos mais de dez anos não me sentia como se estivesse pagando uma dívida e sim como se eu tivesse me emprestado ao Estado e com certeza eu queria meu dinheiro pela prestação do serviço, de alguma forma eles iam me pagar.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
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2 comentários:
I used to love her, but I had to kill her! ooooh yeahhh
Hm, hehe. Parabéns então, muito bons os textos.
Beijos.
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