sexta-feira, 24 de julho de 2009

Relendo o Livro dos Dias

Estive tão perto da morte que quase fui seduzido pela sua volúpia, seus lábios grossos e vermelhos sangue mas preferi recuar no momento fatal... ainda tenho o que cumprir por aqui. Desci ao mais baixo dos mares e ressurgi à la fênix só que líquido e lépido, os terrenos se assustaram comigo, assim ocorre com seres superiores se é que eles existem mesmo.
A natação foi tão extrema que todo meu corpo se fluidificou impedindo qualquer obstáculo de travar meu quarto destino, o que eu vim cumprir desta feita, desculpem a empolação mas sou assim mesmo, sempre fui, sempre serei. Não é tudo pré-determinado? Alguns acasos são muito vivos para não ser verdadeiros, só Ele sabe o que se passa no teatro vampiresco, sei você deve estar pensando que ouço muita Legião, ouço mesmo e me faz bem, vitória sempre, sem demagogias!

O céu não é o limite para quem voa, sequer limita-se a galáxias e os viajantes já provaram isso, sozinho vou mais longe do que muita gente de carro ou avião e tudo construção interna de preceitos revistos e regurgitados o virtual é o real e o contrário também é verdadeiro, sublimamos o corpo, pois as almas navegam em navio negreiro é bom dizer, mas navegam mais que Júlio Verne.

Em suma a construção do todo parte do nada que não aceitamos o estado de inércia é um bom companheiro, não te deixa no vácuo e sim apenas no alento, todos de braços ao alto bradando bravatas sem saber porquê e é assim mesmo que deve ser ou não?

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